domingo, 6 de setembro de 2009

A turma do chapeu TKC

Na sexta-feira a galera do escritório fez uma tarde de fotos com chapéu. Tudo pra essa turma é motivo de festa (rsrsrsrsr). Foi muito legal! Tiramos muitas fotos. Essa galera está sendo maravilhosa comigo. Sinto muito orgulho da minha equipe por diversos motivos. Eles estão sendo competentes em excesso, estão me polpaldo ao máximo - chega a ser chato, estão me apoiando nos momentos de tristesa, enfim... estão mostrando que realmente são uma equipe.




Essas duas da esquerda seguram minha barra legal. Sem elas nananinanão... não daria para me ausentar nem um dia se quer. Obrigada queridas!







A Bruninha, na direita, se deixar viro uma baleia. Controla meu horário de comer o tempo todo. Fofa! Carinho de quem menos se espera.








Juju, minha amiga companheira. Pau pra toda obra.



Essa turma toda tem me tratado com muito carinho, só tenho a agradecer cada um de vocês por tanto apoio. São vocês que fazem meu dia-a-dia. Tem muito mais gente que trabalha no escritório e que não estão nas fotos e pessoas que não são do escritório mas que tb têm me dado muito apoio e força com palavras de conforto ou simples olhar ou abraços.

Agradeços a todos do Grupo TKC pelas orações, carinhos, mensagens, etc.etc.etc...

Obrigada mesmo.

A cirurgia do Cateter

No sábado dia 05.09 fui para o Hospital São Vicente bem cedo para colocar o Cateter. Embora na madrugada anterior tivesse ficado bem triste como contei anteriormente, acordei bem calma e tranquila.

O hospital é um lugar muito agradável o que faz com que o clima fique mais leve e o Dr Maurico e a Anestesista foram muito tranquilos comigo. Entrei no centro cirúrgico umas 9:30h, minha mãe falou que fiquei lá umas duas horas, pra mim pareceu 05 minutos, não vi e não senti nada.

A cirurgia é bem simples, com sedativo e anestesia local. O que faz com que seja mais demorada é que na hora da cirurgia são batido RX para ver posição do cateter, veias, sei lá acho que é isso.

Já passei por tantas nesses ultimos dias que a cirurgia foi molezinha. Só de não sentir dor nenhuma, ufa... é um alívio.

Sai do hospital após o almoço do mesmo jeito que entrei. Quer dizer agora com um amigo do peito - o cateter.


Essa foto ao lado é do cateter colocado em mim.


Chapelco - Argentina

Na noite passada fiquei muito triste porque queria muito estar indo para Chapelco com nossos amigos e sei que o Rafa queria muito essa viagem também.

Vou explicar melhor: eu e Rafa adoramos esquiar, de uns 03 anos para cá fazemos isso todos os anos, sempre começamos a pagar a viagem em março ou abril e ficamos contando nos dedos para chegar setembro (sempre vamos em final de agosto - início de setembro).
(Eu e Rafa em Ushuaia)
Essas viagens são sempre com um grupo grande de amigos, que vão todo ano também. Nessas viagens voltamos revigorados, pois tanto eu quanto o Rafa trabalhamos muito e é muito bom quando viajamos, pois desligamos completamente do trabalho. É uma farra só. Muito bom mesmo!
(Essa é a galera do ski no Chile)

No ano passado minha amiga irmã não pode ir, pois ela estava fazendo concurso, esse ano que ela foi e eu não pude ir. Isso me deixou muito triste, queria muito ter ido com ela. Amo essa minha amiga demais e essa fase que estou passando só me fez peceber que ela realmente é importante demais na minha vida, ela não me larga um dia sequer. Sei que ela viajou preocupada comigo, pois eu estaria colocando o cateter no dia de embarcar para Chapelco.

Sei que poderei fazer muitas viagens ainda, mas não tem jeito, foi um desejo desmoronado (pelo menos nessa temporada). Ano que vem, se Deus quiser vou duas vezes (assim eu espero!).
Pra variar, minha noite foi de muita insônia, acordei e fiquei pensado na viagem, nos amigos, na cirurgia e não me contive, caí solitariamente em choro. Depois rezei e consegui dormir novamente.
Amigos curtam muito por mim e tragam muitas fotos.

Amo vocês.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O Cateter

No dia da quimio a emfermeira havia me informado a possível necessidade da colocação de um cateter para facilitar o recebimento do tratamento e para preservar as veias finas. No final da quimio a enfermeira falou que não teria jeito, eu teria que colocar o catater pois estava com muita sensibilidade nas veias (reação da medicação).

Hoje sinto uma dor nas veias do braço que recebi a quimio, como se tivesse sentindo o líquido entrando por elas o tempo todo. Acordo diversas vezes com o braço doendo, sem contar durante o dia o quanto dói.

Isso é comum acontecer, é como se eu estivesse com as veias imflamadas, por isso a importância do cateter.

Pois é, estarei colocando o cateter no sábado pela manhã. É uma cirurgia simples, onde se coloca o cateter numa veia grossa, com grande fluxo de sangue, próximo ao peito. Esse cateter é totalmente interno, com um dispositivo para recebimento do tratamento. A cirurgia é com anestesia local e sedativo. Entra-se no hospital num dia e sai no mesmo dia. Coisa rápida.

Peço a vocês meus amigos que rezem por mim sábado pela manhã, pois estou com um pouco de medo. Sei que é coisa simples, mas sempre dá um medinho de hospital.

Primeiro hemograma

Não sei se havia falado, mas durante o periodo de tratamento terei que fazer exames de sangue toda semana. Fiz o meu primeiro hemograma e passei para a clinica o resultado. Estava muito ansiosa com o resultado, pois queria saber se estava tudo bem comigo.

Liguei pro médico e ele disse que eu estava ótima, que os exames estavam muito bons. Nossa fiquei tão feliz, mas tão feliz que fiquei até emocionada. Minha ansiedade toda também se dava em função de que tinhamos um aniversário de um amigo para ir numa pizzaria e eu queria muito ir. Logo perguntei ao médico se poderia ir na pizzaria, pois eu estava preocupa por ser lugar fechado e por estar no período de baixa imunidade. Não poderia ter ouvido resposta melhor dele: "lógico que pode, na verdade vc deve ir se tiver com vontade".

O Dr Luiz Gustavo nem imagina como eu fiquei feliz com essa notícia. Achei que ele fosse dizer que seria melhor eu não ir, por tantos motivos. A alegria era tanta que saí ligando para várias pessoas falando do resultado do exame, mãe, Rafa, amiga, irmãos... (ninguém merece um simples hemograma e eu dando a maior importância - como pode?!)

Fui no aniversário e foi muito bom. Adorei ter estado com meus amigos!

(Foto da gelera de Mikit)

O início da queda de cabelo.

Na segunda-feira acordei e fui tomar meu banho para ir trabalhar e como sempre lavei minha cabeça. Na verdade vou voltar um pouco, no domingo à noite falei com minha mãe que estava com a sensação de que minha cabeça estava toda arrepiada, mas não sabia dizer se era impressão minha ou não. Mãe sabe como é! Disse logo: impressão sua, muito cedo ainda pro seu cabelo cair. O médico havia dito que cairia lá pelo décimo segundo dia após a primeira quimio.

Pois é, lavei minha cabeça, sequei com a toalha e deitei com a Mari. Sempre que ela acorda pede para eu deitar um pouco com ela. Quando levantei do travesseiro tinham alguns fios de cabelo (além do normal, mas nada em excesso). Chamei minha mãe e falei: viu mãe, não disse que minha cabeça estava diferente.

Quando fui pentear o cabelo tb veio um punhado a mais na mão. Veio um frio na barriga, mas parei, olhei pra cabeça e vi que tinham que cair muitos fios mais para mudar alguma coisa em mim. Pensei: ainda estou muito cabeluda. Tá tranquilo!

Durante a semana acordo e sempre tem alguns fios de cabelo no travesseiro. Com isso resolvi diminuir a quantidade de vezes que lavo o cabeça e penteio com mais leveza para não cair tanto. Nem sei se isso resolve alguma coisa, mas vale a tentativa, embora au saiba que uma hora vai cair.

Não tem jeito, por mais que isso seja uma coisa insignificante perto do tamanho do problema a queda de cabelo assusta. Por mais que se saiba que cresce tudo de novo a mudança é muito radical numa fase em que tudo é novo, assustador e radical.

O bom é que tudo é superável e temporário. Gostei tanto do meu cabelo curto que na verdade não sei não, vai que gosto de mim careca (rsrsrsr).

Período de baixa imunidade e o final de semana

Passada as fases anteriores agora vem o fantasma do período de "baixa imunidade", como seria isso? Será que ficaria fraca? Enfim, ainda estou passando por ele, mas estou bem, não me senti fraca apenas um pouco mais cansada em alguns momentos (mais final do dia). Na verdade não sei nem se é pelo tratamento ou pelas noites mau dormidas, pois tenho muita insônia (isso é horrível), acordo diversas vezes a noite. Sinto falta de uma noite intera de sono.

Como tudo ainda é muito novo esse periodo de baixa imunidade fez com que eu restringisse um pouco mais meu final de semana. Eu e Rafa costumamos dizer que deixamos os porteiros do prédio doidinhos nos finais de semana de tanto entra e sai, acorda, sai, volta, vai a praia, volta , sai pra almoçar, volta, pega a Mari, sai com ela, volta, entra descansa um pouco, sai a noite, volta, ufa! Isso começa no sábado e só acaba no domingo.

Pois é, no final de semana passado comigo não foi bem assim. Até fui para a academia no sábado mas depois voltei pra casa e não saí mais e no domingo fui na feira e no calçadão pela manha voltei pra casa e tb não saí mais. Minha mãe e irmãos ficaram me fezendo companhia, o que foi muito bom, mas minha rotina de final de semana tinha sido diferente do normal. Levei numa boa, mas no domingo a noite fiquei um pouco triste por não ter curtido o fnal de semana maravilhoso de sol, mas tudo bem, outros melhores virão.